sábado, 11 de julho de 2009
O especialista em finanças pessoais Conrado Navarro, do site Dinheirama, escreveu um livro sobre seu assunto preferido. Vamos falar de dinheiro? é o título da obra. O site G1 publicou uma matéria sobre o tema, cuja leitura recomendamos.
Para o especialista em finanças pessoais Conrado Navarro, autor do livro "Vamos falar de dinheiro?", existem quatro grandes "ralos" de desperdício de dinheiro: o funcionamento da casa (energia elétrica, água, gás); meios de pagamento e bancos (cartões de crédito, cheque especial, tarifas); as chamadas "despesas variáveis" (lazer, viagens, alimentação fora de casa); e empréstimos a terceiros.
Antes de sair correndo e cortar despesas em cada um dos itens, entretanto, o conselho dos economistas é que você pare e pense. E isso não se faz em uma noite. Para que o exercício funcione, é necessário pelo menos um mês de preparação.
"Se a pessoa não tem nenhum controle, é preciso fazer um apontamento de 30 dias, anotando tudo o que se gasta. Pode ser em uma planilha no computador ou em uma folha de papel. Mas tem que entrar tudo. O importante é que, no fim do mês, os gastos não superem os ganhos", explica Navarro.
Leia na íntegra: Identifique maus hábitos financeiros e evite desperdícios com pequenos gastos.
domingo, 5 de julho de 2009
Transcrição do podcast do economista Mauro Halfeld, da rádio CBN:
O que fazer para estancar a sangria?
Olá. Pesquisa divulgada pelo Banco Central na semana passada apontou que 1/4 da renda das famílias brasileiras é comprometida com juros e amortização de dívidas. Olha, em comparação com outros países mais desenvolvidos esse índice não seria preocupante. Só que aqui no Brasil, você sabe muito bem, os juros do cartão de crédito e do cheque especial continuam extremamente altos. Até recentemente os bancos eram bem seletivos, emprestavam pouco e preferiam aplicar o dinheiro deles em títulos públicos que rendiam bastante. Alta rentabilidade com baixo risco. Mas nos últimos anos, com a queda da taxa Selic, houve uma popularização do crédito. Pessoas de baixa renda passaram então a ter cartões de crédito, a ter empréstimos consignados em folha de pagamento, e também passaram a ter acesso ao perigoso cheque especial. Gastar sem ter dinheiro virou então um esporte nacional. E uma multidão acabou aderindo ao crédito fácil, rápido e caro. Bastou uma freada neste ano para que muitas famílias perdessem o controle das suas finanças.
Vamos a prática, o que fazer então para estancar a sangria? Primeiro, trocar imediatamente as dívidas caras por dívidas mais baratas. Segundo, descobrir logo para onde o seu dinheiro está indo. Você precisa controlar os gastos em um caderno ou então em uma planilha eletrônica. Terceiro, reunir a família e promover um choque de gestão nas suas finanças, cortando então, principalmente, aquilo que não é tão necessário. Vocês tem que fazer uma escolha. O esforço vai ser muito forte, eu sei disso. Mas a recompensa, meu amigo, é muito grande! Quem conseguir zerar as suas dívidas, ou pelo menos reduzi-las bastante, vai ficar com muito mais dinheiro para consumir mais e para planejar uma aposentadoria mais cedo. A semana tá começando, mãos à obra!
Clique aqui para escutar o aúdio.